Notícias » Consórcio Cruzeiro do Sul reúne-se com índios de Ortigueira
O Consórcio Energético Cruzeiro do Sul - formado por Copel e Eletrobras Eletrosul com a finalidade de instalar a Usina Hidrelétrica Mauá - promoveu, nos dias 30 e 31 de março, reuniões nas terras indígenas de Mococa e Queimadas, localizadas em Ortigueira na área impactada indiretamente pela construção do empreendimento. O objetivo dos encontros, que contaram com a presença de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério Público Federal, era apresentar aos indígenas a matriz de impactos da Usina, com alternativas de compensações para as famílias que vivem nas aldeias kaingang próximas ao futuro reservatório.
Durante as reuniões, os índios puderam esclarecer dúvidas e manifestar sua posição a respeito das propostas apresentadas pelo Consórcio - elaboradas com base em um estudo aprofundado, realizado anteriormente em cada uma das comunidades. Segundo o coordenador dos programas socioambientais da UHE Mauá, Gilmar Schwanka, entre os programas sugeridos como compensação estão os de agricultura, reflorestamento, criação de animais, plantio de árvores frutíferas, apicultura, artesanato e atividades de lazer, já aprovados pela Funai. "Uma das preocupações do Consórcio é de que todas as famílias sejam atendidas pelos programas, de acordo com as atividades produtivas que desenvolvem", afirma Schwanka.
Os indígenas se comprometeram a aprofundar as discussões dentro das comunidades nas próximas semanas, para apresentar suas considerações ao Consórcio. A Funai vai participar desse trabalho, bem como o antropólogo contratado pelo Consórcio, Paulo Góes. A proposta é formar um Projeto Básico Ambiental (PBA) específico para a questão indígena, que será submetido à aprovação da Funai. Um termo de compromisso, estabelecendo ações e prazos, será assinado com a Fundação ainda antes do enchimento do reservatório – cumprindo, assim, uma das condicionantes para a emissão da Licença de Operação da UHE Mauá.





