Notícias » Segunda reunião do GEM-Mauá foi realizada no dia 25

Publicado em 27/05/2010

A segunda reunião do Grupo de Estudos Multidisciplinar da UHE Mauá (GEM-Mauá) foi realizada na tarde da última terça-feira (25/05), em Ortigueira, com a participação de cerca de 150 pessoas. No evento, foram definidas questões relativas ao funcionamento do GEM, como seu período de duração, a composição do Comitê Gestor e as datas das próximas reuniões das câmaras técnicas (as duas primeiras, de Reassentamento e Indenizações e de Ictiofauna e Pescadores, foram realizadas nos dias 24 e 25 de maio, respectivamente).

Além dessas, estão sendo instaladas as seguintes câmaras técnicas: Qualidade da Água do Rio Tibagi e Uso Múltiplo do Reservatório, Sistema Viário, Desenvolvimento Regional, Arqueologia, Apicultores, Biodiversidade e Empregados de Minerações. As próximas reuniões de câmaras técnicas serão realizadas nos dias 1º (Mineração e Apicultores) e 2 de junho (Biodiversidade e Qualidade da Água). As câmaras tem como objetivo aprofundar as discussões sobre cada tema, envolvendo entidades relacionadas a eles. Podem fazer parte das câmaras técnicas entidades e instituições legalmente constituídas e cujos objetos sociais tenham relação com a implantação da UHE Mauá na região. As entidades que desejarem participar devem se inscrever previamente.

Quanto ao período de duração do GEM-Mauá, ficou definido que será de cinco anos a partir da data da emissão da Licença de Operação, que vai permitir que a Usina comece a gerar energia elétrica. Esse prazo poderá ser prorrogado quantas vezes forem necessárias, por decisão do próprio Grupo. Também ficou definido que as decisões tomadas pelo GEM, tanto nas câmaras técnicas quanto nas reuniões gerais, serão tomadas por consenso, sem votação. “É a inauguração de um novo modelo no processo de implantação de empreendimentos, que o Brasil ainda não conhece, e que esperamos construir com a sociedade aqui, a partir da bacia do rio Tibagi. Todas as soluções vão partir de um consenso construído entre sociedade, empreendedor e órgãos de estado, e isso exige aprendizado e muita disposição para o diálogo”, comentou o procurador do Ministério Público Federal de Londrina, João Akira.