Notícias » Começa a instalação das linhas de transmissão do projeto Mauá
Projetos viabilizam conexão da Usina Mauá ao sistema elétrico nacional em 2011
O Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, integrado por Copel e Eletrobras Eletrosul, iniciou a instalação das duas linhas de transmissão que vão conectar a Usina Hidrelétrica Mauá – que está em construção do rio Tibagi entre Telêmaco Borba e Ortigueira (PR) – ao Sistema Interligado Nacional a partir de 2011.
As linhas devem ser concluídas até março do próximo ano e vão operar na tensão de 230 kV, ligando a subestação da nova hidrelétrica às subestações já existentes nos municípios de Figueira e Jaguariaíva. A rede mais extensa terá 108 quilômetros e vai passar por Telêmaco Borba, Curiúva, Ventania, Arapoti e Jaguariaíva. A outra, com 43 quilômetros de extensão, partirá de Telêmaco Borba e chegará em Figueira, passando por Curiúva e Ibaiti.
Para o superintendente geral do Consórcio Cruzeiro do Sul, Sergio Lamy, a rede de transmissão de energia que começa a ser implementada é tão importante quanto a usina: “A partir de 2011, teremos condições de produzir em Mauá energia para atender ao consumo de aproximadamente 1 milhão de pessoas e precisamos das linhas de transmissão para que esse benefício chegue aos consumidores. Além disso, as novas linhas vão aumentar a confiabilidade do sistema elétrico da região”, afirma.
A concessão para construir e operar tanto a Usina Hidrelétrica Mauá quanto as linhas de transmissão Mauá-Figueira e Mauá-Jaguariaíva foram arrematadas pelo Consórcio Energético Cruzeiro do Sul em um leilão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica em outubro de 2006. O orçamento total do empreendimento Mauá está em torno de R$ 1,2 bilhão, sendo que R$ 40 milhões são destinados à instalação das linhas. Os três projetos integram o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e geram, juntos, cerca de 2.800 empregos diretos.
Arqueologia
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) já havia autorizado a implantação das linhas em sua totalidade por meio das Licenças de Instalação e Autorizações de Supressão Vegetal emitidas para os dois projetos. Porém, por enquanto, as obras das linhas de transmissão concentram-se apenas em Telêmaco Borba e Curiúva, no trecho de 16 quilômetros em que ambas devem correr em paralelo, em áreas liberadas após a conclusão da prospecção arqueológica solicitada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Levantamento semelhante está sendo feito nos dois trechos restantes – de Curiúva a Figueira e a Jaguariaíva – e será submetido, em breve, à análise do Instituto.
Esse diagnóstico arqueológico está sendo realizado por profissionais especializados contratados pelo Consórcio Energético Cruzeiro do Sul e que detém autorização do IPHAN para desempenhar tal atividade. A equipe faz uma pesquisa na área de influência direta das linhas para verificar se há vestígios arqueológicos sob risco de degradação e que precisam ser resgatados – neste caso, o sítio é demarcado e a área só é liberada após o trabalho de salvamento das peças. Todos os artefatos encontrados são devidamente catalogados e destinados a museus de acordo com indicação do IPHAN.
Com o início das obras, os arqueólogos permanecem realizando o monitoramento da área e desenvolvendo ações de Educação Patrimonial com o objetivo de esclarecer a população sobre a importância da preservação dos vestígios de antigas ocupações humanas.
Além do salvamento do patrimônio arqueológico, estão sendo realizados programas de proteção à fauna, gestão de resíduos, comunicação social, sensibilização ambiental dos trabalhadores, indenização da faixa de segurança, reposição florestal, recuperação de solos e controle erosivo.





